sábado, 10 de abril de 2010
DIREFERENÇAS
Se eu parto, ele chega. e se eu decido ficar, ele faz as malas. quando falo, ele não está, e se paro, ele continua a tagarelar. e assim os nossos dias vão... se espero, ele não lembra de voltar. e quando eu canto ele não quer nem dançar. se eu corro, ele não tem pressa de chegar. e quando eu choro, ele acha graça de eu não conseguir ser mais feliz...
Eu sou e não gosto do sol, ele é de lua. se eu quero festa, ele prefere solidão. e se eu quero música, ele quer silêncio. e quando eu escrevo, ele vem querendo mais daquilo tudo que era novo. se eu não vou, ele vai. se eu como, ele jejua e pede mais. se eu me convenço, ele briga. e se questiono, ele entristece. eu sou terra, ele é instável como a água. se tenho fé, ele é cético. e quando duvido de tudo, ele quer que eu reze mais.
Quando chove, ele faz sol e meu olho brilha diante dele. se, às vezes, a gente briga, é só porque não se encontrou naquele dia. e se ele vier um dia, talvez, eu esteja, já esteja perdida. eu digo sim, ele não quer, não. e se eu dirijo mal a minha vida, ele sabe dar em tudo opinião. quando amo, ele me odeia. e se fico muito tempo longe dele, ele me busca e me quer. e quando a água bate na pedra, ele quer me afogar. e se o tempo passa, ele para. e quando deixo ele partir, ele olha pra trás. e se sorrio, ele segue pra nunca mais... se falo alto, ele cora. e quando é tarde, ele vai dormir... e na hora de acordar, ele quer sonhar. e se eu sigo uma estrada reta demais, ele quer mudar. e quando sonho demais, ele me pede pra parar. e se fico até mais tarde, ele diz que precisa ir...
Eu sou eu, ele é ele. dia e noite. claro e escuro. dois perdidos no mundo de si mesmos. ele vai, eu fico. eu quero rápido, ele é lento. eu sou vento, ele é brisa. mas quando a gente fica junto, esses choques nos tornam vivos.
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